FILOSÓRFICO

terça-feira, outubro 10, 2006

Simplex- 2

Será errado afirmar que os jornais que aceitam anúncios de ostensivo convite à prostituição também indirectamente se aproveitam dessa actividade para sobreviverem ?
Será tolice sugerir que o combate à prostituição deve começar por impedimento à respectiva propaganda ?

3 Comments:

  • Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

    By Blogger mario, at 4:18 da tarde  

  • Em Fevº de 1999 a página de prostituição dos jornais era ainda ilustrada por umas fotografias expressivas. Hoje estão suprimidas, não sei se por auto-controlo ou por imposição legal.
    Nessa data enviei ao Diário de Notícias o seguinte texto:

    "
    Senhor Director :

    Refiro-me a prostituição.
    Sei que vários leitores já se têm insurgido contra o espaço de publicidade classificada que o D N lhe faculta. Por mim, interrogo-me primeiro: - que penosas circunstâncias conduzem o D N a vender aquelas suas páginas e a prostituir-se assim?
    Nos condicionamentos de publicação e de vida da imprensa diária, será utópico pensar em estender a todas as secções do jornal a mesma preocupação de dignidade?
    Há algum indício ou estimativa do saldo (eventualmente positivo ...) de leitores ganhos e de leitores perdidos?
    Se o problema é puramente financeiro, que verbas estão em jogo? Talvez possamos todos ajudar “o nosso jornal” habitual a livrar-se de uma situação destas...
    E se porventura é questionável, difícil ou praticamente impossível estabelecer censura em centenas ou milhares de anúncios diários de todos os tipos, será hipocrisia salvaguardar, ao menos, uma capa de decoro nestes casos e eliminar o chamariz de fotografias degradantes ou imbecis?
    Não merecerá a generalidade dos leitores uma explicação? Porque a pergunta persiste: - o que leva um jornal como o D N a prostituir-se desta maneira?
    "

    A carta não foi publicada...
    Por isso dirigi em Abril do mesmo ano uma comunicação ao "Provedor do Leitor" nos seguintes termos:

    "
    Com data de 22 de Fevereiro do corrente ano enviei à Direcção do D N uma carta, de que junto fotocópia, relativa a prostituição e publicidade que lhe é facultada neste jornal.
    A carta não foi publicada, e não é isso que me ocupa. Tomo até essa omissão como um sinal positivo de alguma tomada de consciência perante uma situação tida, pelo menos, como embaraçosa e que não prestigia seguramente o D N. Mas que continua a ser tolerada...
    Julgo por isso oportuno vir junto do “Provedor dos Leitores” perguntar se a venda daquelas páginas para aquele fim é, de facto, compatível com o Estatuto Editorial por que o jornal se rege. Poderá o jornal promover a difusão, bem explícita, seja do que for, desde que lhe paguem?
    E em qualquer caso, como perguntava também nessa carta, não merecerão os leitores do D N uma explicação ?

    Nos condicionamentos de publicação e de vida da imprensa diária, será utópico pensar em estender a todas as secções do jornal a mesma preocupação de dignidade?
    Há algum indício ou estimativa do saldo (eventualmente positivo ...) de leitores ganhos e de leitores perdidos?
    Se o problema é puramente financeiro, que verbas estão em jogo? Talvez possamos todos ajudar “o nosso jornal” habitual a livrar-se de uma situação destas...
    E se porventura é questionável, difícil ou praticamente impossível estabelecer censura em centenas ou milhares de anúncios diários de todos os tipos, será hipocrisia salvaguardar, ao menos, uma capa de decoro nestes casos e eliminar o chamariz de fotografias degradantes ou imbecis?
    Não merecerá a generalidade dos leitores uma explicação? Porque a pergunta persiste: - o que leva um jornal como o D N a prostituir-se desta maneira?
    "

    Não obtive qualquer resposta também. Parece que o Provedor, quando não convém, não "provê" grande coisa.

    By Blogger mario, at 4:32 da tarde  

  • Meu caro Mário:
    Obrigado pela tua colaboração.
    Pode perguntar-se a quem legisla:se é proibido propagandear o tabaco, porque não é proíbido fazer propaganda à prostituição ?

    By Blogger Filosórfico, at 8:03 da tarde  

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